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FACE A FACE COM O MESTRE

Tentamos correr de problemas a todo custo! Quando jovens, corríamos mais ainda... A vida era colorida demais prá termos que aturar dias acinzentados. Amadurecemos contornando obstáculos, colocando-os debaixo do tapete, trazendo de um mundo sempre mirabolante algumas surpreendentes soluções prá tudo e todos.
Éramos considerados normais, digo, dentro das normas do certo e errado, do fácil e difícil - que não sei exatamente como surgiram - baseadas na visão de alguém ou de algum lugar, época ou crença e ainda hoje, sempre que estamos perto de jovens – em idade ou evolução - podemos vê-los buscando soluções prá sair de problemas terrenos como se fossem realmente muralhas a serem evitadas a todo custo, ali colocadas só prá emperrar a vida, pelos inimigos invisíveis, por pessoas erradas, fora de hora e lugar.
Minha Nossa... Senhora do Acaso!!! Será que “ela” não vê que está nos atrapalhando muito? Como coisas tão ruins podem acontecer a pessoas tão legais? Era perder tempo, dinheiro e muita inspiração com toda uma cantilena perfeitamente dispensável! Anos correndo no calendário, cada vez mais os bolos de aniversário causando sensação de incêndio iminente. E nós, sempre metidos em alguma... aliás, nele, um problema. E sempre havia culpados e mensageiros. Os avisos eram e ainda são avassaladores e em forma de dores, conflitos, excessos ou faltas físicas e materiais, corríamos para o externo com tratamentos médicos, cirurgias espirituais, rituais xamânicos, palestras transformadoras, confiança nos Pais de Santo, hipnose, promessas e queimação de velas da nossa altura. O resultado, sempre o mesmo stress, irritação, depressão, vontade de sumir e impotência.
Minha Nossa... Senhora do Acaso!!! Será que “ela” não vê que está nos atrapalhando muito? Como coisas tão ruins podem acontecer a pessoas tão legais? Era perder tempo, dinheiro e muita inspiração com toda uma cantilena perfeitamente dispensável! Anos correndo no calendário, cada vez mais os bolos de aniversário causando sensação de incêndio iminente. E nós, sempre metidos em alguma... aliás, nele, um problema. E sempre havia culpados e mensageiros. Os avisos eram e ainda são avassaladores e em forma de dores, conflitos, excessos ou faltas físicas e materiais, corríamos para o externo com tratamentos médicos, cirurgias espirituais, rituais xamânicos, palestras transformadoras, confiança nos Pais de Santo, hipnose, promessas e queimação de velas da nossa altura. O resultado, sempre o mesmo stress, irritação, depressão, vontade de sumir e impotência.
Desconhecíamos a Lei da Atração. A incompreensão dos fatos era tão alarmante que logo a família inteira, os amigos, santos, anjos e duendes já estavam a postos prá ajudar. Se é que era possível! A novela dramática seguia sem intervalos! Nessa hora parecia que todos tínhamos a mesma idade... Onde estava aquele Vovô sábio que poderia nos socorrer? Hum, chorando conosco pra piorar mais as coisas ou na praça jogando dominó vestido de ausente total!
Parece que por sorte de principiante, ou por ajuda dos deuses sobre os inocentes, a “coisa” se desmancha bem na horinha em que estamos prontos pra morrer com aquele problema e dele mesmo. Exaustos, surge sempre uma benção que de repente varre todo o mal sofrido da nossa mente num segundo e sentimos a compulsão de comemorar que tudo passou. Se nossos sensores físicos mostram mesmo amareladamente que tudo vai bem por hora, voltamos à vidinha de gado!
Talvez isso comprove que os planetas andam seguindo seu curso sem saber que estamos no caminho prá sacudir nosso mapa astral desse jeito endiabrado, fazendo inferno astral o ano inteiro... O mundo invisível não pára por nós ou talvez nem saiba da nossa existência, afinal se nós também não olhamos com amor e carinho nossos “detalhes”, porque o Universo o fará? Somos magistrais, somos poeira estrelar - como dizem os cientistas.
Somos partículas do Cosmo - este que segue uma jornada fluida em sua natureza sábia. E nós, ainda nos debatendo em busca de alguma iluminação que faça jus a essas estrelas, ainda na nossa inconsciência mascarada. Mas há um tempo prá tudo, não podemos perder isso de vista!
Na matemática os problemas são exercícios para serem resolvidos, porque há solução e a maneira mais fácil é seguir um roteiro específico após a compreensão dele. Porque não pensava nisso antes? Com algumas recuperações ou segundas-épocas e muitos calos a mais, começamos a desconfiar vagarosamente que não somos tão inocentes assim em qualquer processo que nos traga problemas que pareçam insolúveis. Não estudamos o suficiente e agora não vai dar mais prá colar!
Meu pai sempre priorizou meus estudos acima de tudo e nunca fui capaz de entender o sentido do aprendizado, exceto recentemente. A lição era o exercício. O estar lá na escola, presente, atenta, disposta a captar, interagir, solucionar empasses, seguir ao longo das séries, me formar, enfim, estar apta a transcender etapas depois de participar de todas era o grande aprendizado que talvez ele só soubesse inconscientemente ou por uma vivência também forçada.
A própria sabedoria da escola da vida pede que sejamos bons alunos, aplicados e dinâmicos. Não vamos a esta ou aquela escola por acaso. Sempre estaremos no lugar e hora certos, com pessoas e mestres exatos para nossa evolução.
Hoje, com mais lucidez, vejo que é muito mais inteligente buscarmos no aprendizado antecipado de nós mesmos o autoconhecimento e algum entendimento da nossa unidade com o Todo que nos sustenta e regenera. Dando um passo acima, olhando de uma oitava superior, poderemos ver a figura inteira de nossa existência e compreender melhor os mestres que nos aparecem.
Estamos numa malha de acontecimentos intermináveis, porém seguros. Afinal, somos imortais e os problemas são os próprios mestres, o que também seremos após a solução de cada um dos desafios apresentados. Entendido e gerenciado na paz e confiança o que parecia um problema, mesmo que imenso, se acomoda junto a nós para nossa contemplação e em situação de igualdade de existência e ilusão, nos habilitando a continuar pela vida, nesta ou em outra dimensão.
Enfim, está tudo certo!
imagem Internet
PODER FEMININO

Por Ines Bastos – inesb11@terra.com.br
Um lado nosso, o feminino, nos parece colorido, sensível, afável, acolhedor, mágico, misterioso, inspirador, curador, maternal, amoroso. Podemos dar as mesmas especificações a uma deusa. Mas também nos parece instável, frágil, pequeno, carente, recebedor - as especificações de um tapetinho!
Combinando com nosso visual físico de mulher, nos esforçamos para ser esse feminino. Estamos sempre aprendendo através da cultura e reforçando nossas próprias crenças internas que devemos ser femininas e nos esforçarmos para sermos as melhores nisto, aprimorarmos essas capacidades e habilmente nos livrarmos de tudo o que não esteja no formato. Até fisicamente, quando saímos do formato, corremos para nos configurar mais adequadamente - a mídia e a moda. Dentro de nós, nem se fala! É uma constante peregrinação ao mundo feminino. Precisamos de vários pares de lentes rosa prá vermos o mundo!
Um outro lado nosso, o masculino, dorme um sono profundo. Dá até dúvida se ele está mesmo lá! Na verdade, passamos a maior parte de nossa existência buscando por ele, porém no lugar errado. Buscamos no outro, no externo, no companheiro, no filho, no pai. Buscamos na tampa da panela, na outra metade da laranja. Como estamos sem a consciência desse predicado em nós mesmas, acabamos cozinhando essa laranja na panela e fazemos uma geléia muito amarga, totalmente intragável. E passamos a reclamar da panela, da laranja, do amargor... enfim, da receita. Que, aliás, é coisa bem feminina! Podemos até dizer que ao longo da vida testamos novas receitas com os mesmos ingredientes e mesma forma de fazer, sempre tentando acertar um ponto inacertável!
Não é de se admirar que quando amadurecemos o que primeiro nos falta é o masculino – parece que ele desiste de nós, já que o esquecemos a vida inteira. E não aprendemos com nossas atitudes... será que este não é um princípio masculino em nós, da resiliência? Resistência? Ausência? Dedicação misturada à teimosia? Aquele masculino adormecido de que não nos damos conta? Ufa, então, talvez ele exista originalmente em nós, sim!
Podemos estar felizes com nossa autonomia, nossa singularidade, mas parece que nos falta algo. Quando buscamos incansavelmente uma parte, um parceiro, um amor, uma metade, buscamos resgatar esse masculino perdido em nós. É o que nos falta!
O lado feminino nos fala de dentro da alma. Direciona-nos pelo universo, nos conecta com o mundo interno, com as aspirações da alma, do acerto nas finalizações, nos avaliza para o bem, o bom e o belo. Se deixássemos fluir esse sentimento e todas as emoções subseqüentes iríamos trazer para fora do nosso ser integral o masculino equilibrando com o feminino, e realizar os planos da alma, tendo amorosas garras afiadas, empenho externo prá realizar os insights, confiança no que faz, fé no que virá a partir de nossa ações.
A alma sabe tudo... alma é feminina. É a Deusa-Mãe. A ação é a manifestação, é Deus-Pai.
Mesmo no dia-a-dia, nosso lado masculino pode atuar no feminino, através do auto-apoio amoroso, da resolução de problemas através da intuição, do companheirismo assistente do amor, da ação, do impulso, do dinamismo... enfim podemos nos levar pelo mundo com glamour, circular com fluidez e realizar com magia.
E quando estivermos entrosadas com esse nosso lado masculino, tivermos aprendido as lições de casa com feminilidade e juntarmos isso ao nosso ser, podemos estar certas de que nada será como antes.
Ontem todos, e ainda hoje muitos, os homens cumprem o papel - prá nós mulheres e para eles mesmos - de provedores, defensores, fortes, corajosos, sexuados, realizadores, externos. Aqueles da caverna que saíam para buscar o sustento enquanto as mulheres estavam guardadas nas suas alquimias e cuidados com a proliferação da espécie. Não sei se todas nós já saímos de lá! Hoje eles temem as mulheres que possam querer suas posses conquistadas! E fazem disso um jogo de poder, uma ameaça ao sustento e de abandono! E elas esperam que eles voltem trazendo as conquistas como prêmio por toda sua abnegação. E o jogo muda de mãos, com ênfase na prole, nas doenças, nos preconceitos e nas dificuldades! Sinto que não saímos de lá mesmo! Ou talvez estejamos nas cercanias ainda!
Os homens de todas as eras comprovadas buscam na mulher o embasamento emocional e o apoio de alma que não têm por esquecerem seu lado feminino, por não ouvirem sua intuição, seus sentimentos. Talvez por isso, o dito popular: atrás de um grande homem há uma grande mulher! Não atrás em posição, mas no invisível, na alma, no apoio emocional, na validação do sujeito, por dentro, junto, sendo o pescoço que segura a cabeça masculina.
As mulheres de todas as épocas conhecidas buscavam no homem o apoio material e físico para realizarem seus insights e magias internas, por não exercitarem seu lado masculino, por não terem desenvolvido essa habilidade.
Modernamente, parece que nós mulheres estamos saindo desse casulo, talvez por abandono, talvez por necessidade, talvez porque estamos no limiar de uma nova era, ou talvez pela volta aos primórdios, onde a mãe Terra – feminino - era a benção da realização – masculino - do Universo, para através dela haver a unidade cósmica.
As dificuldades proclamadas agora têm sido essa sintonia com o avesso no masculino das mulheres, que ainda sem controle surge das entranhas com certa fúria, na ânsia de sobreviverem e se sobressaírem como um projeto do novo masculino.
E observamos que estamos todas com a sensação de uma água parada ou às vezes sós, mesmo que de bem com a vida, sem relacionamentos no momento, num relacionamento de anos, num novo, ou reclamando que não há bons homens por aí, com todas as áreas da vida sendo ativadas - saúde boa, tantas oportunidades e realizações - e... falta algo... falta entendermos que a tampa da panela evoluiu para um moderno microondas e a laranja que tinha em todo lugar, deu lugar ao charmoso kiwi...
Ah, a evolução! Não cabe mais a idéia de ontem, deve haver uma nova! Vamos correndo buscá-la! E quando esta nova mulher feminina-masculina se instalar, os verdadeiros homens, companheiros de vida, nivelados pela evolução, exatos para sua alma, seu corpo, sua mente e astral, irão rapidamente surpreendê-la e encontrá-la mesmo que no sofá da sua casa!
Precisamos exercitar, com as sutilezas da alma feminina, o masculino realizador em nós, aquele que ouve nossa própria intuição e age na certeza do positivo. Precisamos abandonar os excessos onde ficaram perdidos os acertos, a fala da nossa natureza, a observação do nosso EU Superior, nossa unidade com o Todo que é seguro, positivo, saudável, próspero, sincero, amoroso, acolhedor e misterioso, mas infalível no bem.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=11001
Texto revisado por Cris DeLauro
Imagem Inês Bastos para Tarot Atalla
Um lado nosso, o feminino, nos parece colorido, sensível, afável, acolhedor, mágico, misterioso, inspirador, curador, maternal, amoroso. Podemos dar as mesmas especificações a uma deusa. Mas também nos parece instável, frágil, pequeno, carente, recebedor - as especificações de um tapetinho!
Combinando com nosso visual físico de mulher, nos esforçamos para ser esse feminino. Estamos sempre aprendendo através da cultura e reforçando nossas próprias crenças internas que devemos ser femininas e nos esforçarmos para sermos as melhores nisto, aprimorarmos essas capacidades e habilmente nos livrarmos de tudo o que não esteja no formato. Até fisicamente, quando saímos do formato, corremos para nos configurar mais adequadamente - a mídia e a moda. Dentro de nós, nem se fala! É uma constante peregrinação ao mundo feminino. Precisamos de vários pares de lentes rosa prá vermos o mundo!
Um outro lado nosso, o masculino, dorme um sono profundo. Dá até dúvida se ele está mesmo lá! Na verdade, passamos a maior parte de nossa existência buscando por ele, porém no lugar errado. Buscamos no outro, no externo, no companheiro, no filho, no pai. Buscamos na tampa da panela, na outra metade da laranja. Como estamos sem a consciência desse predicado em nós mesmas, acabamos cozinhando essa laranja na panela e fazemos uma geléia muito amarga, totalmente intragável. E passamos a reclamar da panela, da laranja, do amargor... enfim, da receita. Que, aliás, é coisa bem feminina! Podemos até dizer que ao longo da vida testamos novas receitas com os mesmos ingredientes e mesma forma de fazer, sempre tentando acertar um ponto inacertável!
Não é de se admirar que quando amadurecemos o que primeiro nos falta é o masculino – parece que ele desiste de nós, já que o esquecemos a vida inteira. E não aprendemos com nossas atitudes... será que este não é um princípio masculino em nós, da resiliência? Resistência? Ausência? Dedicação misturada à teimosia? Aquele masculino adormecido de que não nos damos conta? Ufa, então, talvez ele exista originalmente em nós, sim!
Podemos estar felizes com nossa autonomia, nossa singularidade, mas parece que nos falta algo. Quando buscamos incansavelmente uma parte, um parceiro, um amor, uma metade, buscamos resgatar esse masculino perdido em nós. É o que nos falta!
O lado feminino nos fala de dentro da alma. Direciona-nos pelo universo, nos conecta com o mundo interno, com as aspirações da alma, do acerto nas finalizações, nos avaliza para o bem, o bom e o belo. Se deixássemos fluir esse sentimento e todas as emoções subseqüentes iríamos trazer para fora do nosso ser integral o masculino equilibrando com o feminino, e realizar os planos da alma, tendo amorosas garras afiadas, empenho externo prá realizar os insights, confiança no que faz, fé no que virá a partir de nossa ações.
A alma sabe tudo... alma é feminina. É a Deusa-Mãe. A ação é a manifestação, é Deus-Pai.
Mesmo no dia-a-dia, nosso lado masculino pode atuar no feminino, através do auto-apoio amoroso, da resolução de problemas através da intuição, do companheirismo assistente do amor, da ação, do impulso, do dinamismo... enfim podemos nos levar pelo mundo com glamour, circular com fluidez e realizar com magia.
E quando estivermos entrosadas com esse nosso lado masculino, tivermos aprendido as lições de casa com feminilidade e juntarmos isso ao nosso ser, podemos estar certas de que nada será como antes.
Ontem todos, e ainda hoje muitos, os homens cumprem o papel - prá nós mulheres e para eles mesmos - de provedores, defensores, fortes, corajosos, sexuados, realizadores, externos. Aqueles da caverna que saíam para buscar o sustento enquanto as mulheres estavam guardadas nas suas alquimias e cuidados com a proliferação da espécie. Não sei se todas nós já saímos de lá! Hoje eles temem as mulheres que possam querer suas posses conquistadas! E fazem disso um jogo de poder, uma ameaça ao sustento e de abandono! E elas esperam que eles voltem trazendo as conquistas como prêmio por toda sua abnegação. E o jogo muda de mãos, com ênfase na prole, nas doenças, nos preconceitos e nas dificuldades! Sinto que não saímos de lá mesmo! Ou talvez estejamos nas cercanias ainda!
Os homens de todas as eras comprovadas buscam na mulher o embasamento emocional e o apoio de alma que não têm por esquecerem seu lado feminino, por não ouvirem sua intuição, seus sentimentos. Talvez por isso, o dito popular: atrás de um grande homem há uma grande mulher! Não atrás em posição, mas no invisível, na alma, no apoio emocional, na validação do sujeito, por dentro, junto, sendo o pescoço que segura a cabeça masculina.
As mulheres de todas as épocas conhecidas buscavam no homem o apoio material e físico para realizarem seus insights e magias internas, por não exercitarem seu lado masculino, por não terem desenvolvido essa habilidade.
Modernamente, parece que nós mulheres estamos saindo desse casulo, talvez por abandono, talvez por necessidade, talvez porque estamos no limiar de uma nova era, ou talvez pela volta aos primórdios, onde a mãe Terra – feminino - era a benção da realização – masculino - do Universo, para através dela haver a unidade cósmica.
As dificuldades proclamadas agora têm sido essa sintonia com o avesso no masculino das mulheres, que ainda sem controle surge das entranhas com certa fúria, na ânsia de sobreviverem e se sobressaírem como um projeto do novo masculino.
E observamos que estamos todas com a sensação de uma água parada ou às vezes sós, mesmo que de bem com a vida, sem relacionamentos no momento, num relacionamento de anos, num novo, ou reclamando que não há bons homens por aí, com todas as áreas da vida sendo ativadas - saúde boa, tantas oportunidades e realizações - e... falta algo... falta entendermos que a tampa da panela evoluiu para um moderno microondas e a laranja que tinha em todo lugar, deu lugar ao charmoso kiwi...
Ah, a evolução! Não cabe mais a idéia de ontem, deve haver uma nova! Vamos correndo buscá-la! E quando esta nova mulher feminina-masculina se instalar, os verdadeiros homens, companheiros de vida, nivelados pela evolução, exatos para sua alma, seu corpo, sua mente e astral, irão rapidamente surpreendê-la e encontrá-la mesmo que no sofá da sua casa!
Precisamos exercitar, com as sutilezas da alma feminina, o masculino realizador em nós, aquele que ouve nossa própria intuição e age na certeza do positivo. Precisamos abandonar os excessos onde ficaram perdidos os acertos, a fala da nossa natureza, a observação do nosso EU Superior, nossa unidade com o Todo que é seguro, positivo, saudável, próspero, sincero, amoroso, acolhedor e misterioso, mas infalível no bem.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=11001
Texto revisado por Cris DeLauro
Imagem Inês Bastos para Tarot Atalla
Festival de Símbolos
Por Ines Bastos – inesb11@terra.com.brTodo fim de ano temos uma avalanche de verdes e vermelhos, dourados e brilhos, luzes e sons, comidas e bebidas, saudades e encontros, perdões e choros.
Em seguida desmontamos tudo e refazemos o cenário. Logo após temos fogos e champanhes, cor branca e roupa nova, festa e glamour, abraços e beijos, sonhos e desejos de uma vida melhor.
Não vamos considerar os atropelos, desilusões, cancelamentos, dívidas, desencontros, dores diversas, longas viagens, crianças com medo de figuras estranhas, bebês acordando com fogos, solão de 40 graus e muitas tempestades! Fazemos tudo parecer normal, que é só mais um ano.
Vamos nos gerenciando e rogando aos céus paciência conosco e com os demais! Os excessos nem vou comentar!
Nessas datas muito especiais há um imenso incomodo dentro de nós: é como se o despertador de um certo monstro tivesse tocado! Existe a sensação de que algo muito expressivo está para acontecer! Há um frio na espinha, quase um passeio de montanha russa no escuro. Prazer e medo! Sabemos que haverá muita festa, muita emoção e muita novidade. Será isso? Nos anos passados, muitas surpresas e contratempos, nem tudo saiu como queríamos, se é que sabíamos como queríamos... que tivesse sido! Ou será isso? Que loucura, seria melhor contar só com o inesperado, é mais seguro!
Apesar da fase muito estranha, não paramos para senti-la. Sentir? O quê? Nem sabemos o que é! Será que ainda sabemos sentir? A última vez, acho que foi quando éramos crianças e nosso presente foi dado ao nosso vizinho. Juramos não passar por isso novamente, melhor controlar tudo, do princípio ao fim. Não podemos nem mais correr esses riscos, ora! Mantemos as borboletas no estômago e vamos tentando chegar ao ponto! Ocupamos-nos com as centenas de ocorrências e animadamente saímos em busca dos presentes e dos festejos.
Dentro de nós há um alfabeto interno impressionante, maravilhoso e rico, um mundo de símbolos. Para cada coisa há um significado, para cada significado uma emoção, para cada emoção uma vivência.
Fico me perguntando por meus símbolos! Onde foi parar minha neve simbólica neste fim de ano tropical? Aquela que eu precisava prá tirar a cor de tudo que já existia e ver que acima disso posso renascer magnificamente depois que beber a água de seu degelo? Preciso parar tudo, fazer melhor foco nesta paisagem insólita e vê-la numa grande figura!
No meio de muita transformação debaixo da nova estação, há uma vida deixando de existir para que outra renasça. O frio e o isolamento que uma camada de neve causa na vegetação, nos contornos e na vida que por ali passou, estão nesta hora se desligando para apagar todos os acontecimentos que ficaram para trás. Os ciclos da natureza são absurdamente justos!
Muitos de nós nos sentimos tristes e pesarosos nessas datas espetaculosas. Não sabemos que estamos nos despedindo de algo e resistimos internamente a esta troca de pele, de folhas, de cor... saímos numa corrida frenética para o mundo de afazeres que nos tira da sensação de afastamento. Nem as chuvas torrenciais que divinamente lavam nossa alma nesta época, tentando nos trazer prá dentro de nossa morada, podem nos livrar desse calvário auto-imposto!
Vamos onde a multidão se aglomera e enfilera, pode ser qualquer lugar, pois lá está ela! Ocupamos todos os espaços como se buscássemos abrigo, na tentativa de formarmos uma nova união. Tecemos uma bandeira de primeiros socorros com nossos presentes, na tentativa de fazer o outro não se sentir mal por suas perdas e, assim, se todos fizerem o mesmo, poderemos estar salvos através da alegria compartilhada! Alguns chamam isso de materialismo, mas pode ser solidariedade!
Podemos, sim, através de um marco, um ritual, a sós ou com pessoas, ultrapassar este portal para a vida nova.
Nosso pinheirinho verde será a vida que renasce, as flores, frutas e fitas que o adornam serão as bençãos, as luzes a esperança, a ceia a comunhão entre todos e o Cosmo.
Com tantos presentes trocados, muitos foram ganhos e a cada um damos um valor, um significado... nos sentimos mais coloridos novamente, nos sentimos valorizados, mais significantes e mais amados, afinal! Ganhamos a chance de trilhar nosso presente com novas energias, ganhamos do invisível - do desconhecido morador do extremo norte, quase lá no céu – através desse presente, uma certeza de que somos bons, somos dignos de confiança porque somos especiais, somos divinos e capazes de tudo! Ganhamos o senso de pertencer! Recobramos o sentido da vida!
Passado o momento da surpresa vem uma ressaca ou nossa alma se aquieta, é como se a morte na neve tivesse ganho o final feliz! Passamos um bom tempo com essa conexão interna nos dando sinais, ligados à Fonte que tudo provê, nos sentimos amados e esperançosos. Pensamos até que foram os encontros, os abraços, os festejos, os prazeres da vida... e é verdade, porque isso também são presentes em forma de conquistas pessoais.
Vamos mergulhar nesta louca experiência que é viver! Quanto mais tivermos a certeza de que “tudo passa” mais viveremos nossos presentes e nossa jóia interior para assim darmos lugar a novos renascimentos com abertura, imitando a natureza sábia, que tudo transforma em festa.
Texto revisado por Cris DeLauro
Imagem Internet/Inês Bastos
Mulheres Brincando de Meninas

Por Inês Bastos - inesb11@terra.com.br
Quando meninas brincam de mulheres fazem um ensaio legítimo. Mulheres quando brincam de ser meninas é sempre uma peça surreal, uma tragédia.
Enquanto crescemos acreditamos que quando estivermos maiores seremos merecedoras de mais poder, compreensão, teremos nossos lugares demarcados com clareza, poderemos ter o que sonhamos e ser o que desejarmos.
Essas crenças de meninas poderosas estão muito confusas e quase sempre são fantasias em cima das nossas capacidades e limitações. Precisamos ter muita atenção aqui.
Nascemos e logo somos a princesa do papai e a boneca viva da mamãe. Podemos até ter alguns irmãos, vizinhos e forasteiros, prá nos lembrar que não é bem assim, mas insistimos no papel, afinal, é super confortável! Eles nos dão até o que não podem e nós queremos tudo com todas nossas forças.
Mas existe uma cultura nesse reino, tem uma condição e o preço é alto: temos que ser boazinhas e fazer tudo como manda o figurino. Não somos a princesinha? Temos que cumprir este papel!
Das fraldas à mini-saia a vida dá um pulo! Logo a mulherzinha cheia de vontades ameaça a se agitar num de seus muitos sonhos delirantes. Através dos amigos que se embaralham no nosso dia-a-dia, do mundo lá fora onde a competição é ameaçadora, das coisas não são assim tão fáceis, nos desapontamos e nos enraivecemos, mas seguimos abrindo caminho, ora enfrentando, ora sucumbindo.
A família parece mais e mais estranha a cada dia e na verdade, meio misteriosa a cada ano. Mais fácil colocar a culpa no outro, afinal quem mais poderia nos causar esses desconfortos? O Mundo, oras! Começamos a achar que alguns reis-pais são tirânicos ou ausentes e algumas rainhas-mães mimadas ou abusivas! Ou tudo junto e variando, justamente contra nós? Culpados também! O reino está dividido e instável, mas ainda promove tudo o que precisamos para manter o sonho e as histórias de final feliz!
Os acontecimentos nos levam pra terras novas e distantes em seu barco frágil e animado. Lá fora, algo nos chama, há uma aventura que precisa ser vivida. Vamos como abelhas de flor em flor, sem pensar no mel de amanhã e muito menos na possível ausência dele. Novos ventos e os príncipes aparecem, nos distraem e nos direcionam, mais e mais para a paisagem enevoada do coração e dos desejos.
Um belo dia, “alguém” mexe totalmente na nossa vida sem permissão e tudo muda. Sentimos as dores que não sabíamos que poderia haver, as desilusões também aparecem, queremos mais e do nosso jeito! Passamos a odiar secretamente o rumo que nossa vida toma, culpamos os pais, a família, nossa origem, a cultura e o planeta por nossas mazelas, nossas desilusões criadas por nossas ilusões.
Vemos tudo e todos com outros olhos e precisamos fazer algo a respeito. Demoramos a decidir e nos agarramos à primeira opção, afinal é o que temos. Não saberíamos fazer diferente! Princesas nesta hora somem no mundo para se vingar da própria história, ou casam-se com qualquer plebeu que apareça fazendo-o virar príncipe, e depois passam a cobrar dos pobres sapos – muitas vezes nem tão inocentes assim - tudo o que não foram!
Revoltadas, com imensa raiva da vida, nos fechamos e toda nossa autenticidade se evapora. Precisamos seguir a vida de perto pra ver onde ela vai dar porque não temos leme. Tão perto dos olhos que nada vemos, exceto o dia-a-dia, que nos faz fazer o que precisamos, o que devemos e nos perdemos de vez nesta vida de contos de fadas rabiscados em uma estante qualquer. Quando não vemos a realidade, somos puxados para a fantasia e nela mesma abandonadas.
Misturando histórias, no dia em que o beijo da realidade nos acorda de vez, vemos que nada temos! Estamos gélidas e aterrorizadas. O medo nos impede de ao menos saber o que fazer. Numa luta que nos aniquila, vamos decidir fazer algo por nós só depois que o cansaço pelo sofrimento nos atinge brutalmente.
Temos que desvestir nossa fantasia inteira, laço a laço... Sair sem olhar para trás, numa cavalgada energética iniciar nova jornada, agora em território desconhecido, cheio de possibilidades, assustador, mas curioso. Precisamos levar a mulher crescida como bandeira, sair em busca do que é nosso e nos assumirmos perante a vida. Nossa alma libertadora nos tirará da masmorra em que sempre vivemos e não fomos feitas para ela.
A busca de si pelo autoconhecimento é o caminho para o tesouro que pagará todas as dívidas e apagará todas as tristezas. Não podemos simpatizar com nossas dificuldades para que haja um triunfal renascimento.
Mulheres devem ser sempre meninas verdadeiramente amorosas em alma, mas mulheres não podem nunca ser meninas mimadas em atitudes!
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=10471
Texto revisado por Cris DeLauro
Imagem Internet
Quando meninas brincam de mulheres fazem um ensaio legítimo. Mulheres quando brincam de ser meninas é sempre uma peça surreal, uma tragédia.
Enquanto crescemos acreditamos que quando estivermos maiores seremos merecedoras de mais poder, compreensão, teremos nossos lugares demarcados com clareza, poderemos ter o que sonhamos e ser o que desejarmos.
Essas crenças de meninas poderosas estão muito confusas e quase sempre são fantasias em cima das nossas capacidades e limitações. Precisamos ter muita atenção aqui.
Nascemos e logo somos a princesa do papai e a boneca viva da mamãe. Podemos até ter alguns irmãos, vizinhos e forasteiros, prá nos lembrar que não é bem assim, mas insistimos no papel, afinal, é super confortável! Eles nos dão até o que não podem e nós queremos tudo com todas nossas forças.
Mas existe uma cultura nesse reino, tem uma condição e o preço é alto: temos que ser boazinhas e fazer tudo como manda o figurino. Não somos a princesinha? Temos que cumprir este papel!
Das fraldas à mini-saia a vida dá um pulo! Logo a mulherzinha cheia de vontades ameaça a se agitar num de seus muitos sonhos delirantes. Através dos amigos que se embaralham no nosso dia-a-dia, do mundo lá fora onde a competição é ameaçadora, das coisas não são assim tão fáceis, nos desapontamos e nos enraivecemos, mas seguimos abrindo caminho, ora enfrentando, ora sucumbindo.
A família parece mais e mais estranha a cada dia e na verdade, meio misteriosa a cada ano. Mais fácil colocar a culpa no outro, afinal quem mais poderia nos causar esses desconfortos? O Mundo, oras! Começamos a achar que alguns reis-pais são tirânicos ou ausentes e algumas rainhas-mães mimadas ou abusivas! Ou tudo junto e variando, justamente contra nós? Culpados também! O reino está dividido e instável, mas ainda promove tudo o que precisamos para manter o sonho e as histórias de final feliz!
Os acontecimentos nos levam pra terras novas e distantes em seu barco frágil e animado. Lá fora, algo nos chama, há uma aventura que precisa ser vivida. Vamos como abelhas de flor em flor, sem pensar no mel de amanhã e muito menos na possível ausência dele. Novos ventos e os príncipes aparecem, nos distraem e nos direcionam, mais e mais para a paisagem enevoada do coração e dos desejos.
Um belo dia, “alguém” mexe totalmente na nossa vida sem permissão e tudo muda. Sentimos as dores que não sabíamos que poderia haver, as desilusões também aparecem, queremos mais e do nosso jeito! Passamos a odiar secretamente o rumo que nossa vida toma, culpamos os pais, a família, nossa origem, a cultura e o planeta por nossas mazelas, nossas desilusões criadas por nossas ilusões.
Vemos tudo e todos com outros olhos e precisamos fazer algo a respeito. Demoramos a decidir e nos agarramos à primeira opção, afinal é o que temos. Não saberíamos fazer diferente! Princesas nesta hora somem no mundo para se vingar da própria história, ou casam-se com qualquer plebeu que apareça fazendo-o virar príncipe, e depois passam a cobrar dos pobres sapos – muitas vezes nem tão inocentes assim - tudo o que não foram!
Revoltadas, com imensa raiva da vida, nos fechamos e toda nossa autenticidade se evapora. Precisamos seguir a vida de perto pra ver onde ela vai dar porque não temos leme. Tão perto dos olhos que nada vemos, exceto o dia-a-dia, que nos faz fazer o que precisamos, o que devemos e nos perdemos de vez nesta vida de contos de fadas rabiscados em uma estante qualquer. Quando não vemos a realidade, somos puxados para a fantasia e nela mesma abandonadas.
Misturando histórias, no dia em que o beijo da realidade nos acorda de vez, vemos que nada temos! Estamos gélidas e aterrorizadas. O medo nos impede de ao menos saber o que fazer. Numa luta que nos aniquila, vamos decidir fazer algo por nós só depois que o cansaço pelo sofrimento nos atinge brutalmente.
Temos que desvestir nossa fantasia inteira, laço a laço... Sair sem olhar para trás, numa cavalgada energética iniciar nova jornada, agora em território desconhecido, cheio de possibilidades, assustador, mas curioso. Precisamos levar a mulher crescida como bandeira, sair em busca do que é nosso e nos assumirmos perante a vida. Nossa alma libertadora nos tirará da masmorra em que sempre vivemos e não fomos feitas para ela.
A busca de si pelo autoconhecimento é o caminho para o tesouro que pagará todas as dívidas e apagará todas as tristezas. Não podemos simpatizar com nossas dificuldades para que haja um triunfal renascimento.
Mulheres devem ser sempre meninas verdadeiramente amorosas em alma, mas mulheres não podem nunca ser meninas mimadas em atitudes!
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=10471
Texto revisado por Cris DeLauro
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O MUNDO É NEUTRO

por Inês Bastos - inesb11@terra.com.br
Sim, o mundo é neutro. Nós damos o sentido a tudo. Nós damos ao mundo o tom que queremos. Nós é que decidimos o que vai ser de nós, nele. Os acontecimentos não tomam partido nem a favor, nem contra, simplesmente se manifestam.
Queremos coisas, queremos tudo do nosso jeito, chegamos a ser perfeccionistas... quero tudo certo, como eu imagino que tem que ser, como fantasio, como o outro precisa ser e eu também, meu corpo, meus pertences, minha saúde... sempre julgando como seria...
Do outro lado, estamos sempre frustrados, sem gosto por nada, dá um vazio, as coisas passam a não ser como queremos. Começamos a brigar com a vida, ter raiva dela, porque fomos na fé com a vida e nada saiu como queríamos. Criamos as ilusões em máquinas maravilhosas que nunca funcionam. Juntamos raiva, acumulamos doenças. Podemos decidir não mais viver, nos maltratar, deixamos de fazer coisas, de nos amar, de amar o outro. Talvez nos maltratando a vida se dobre ao nosso desejo e vamos ao fundo do poço porque a vida não discute, o mundo nem quer saber o que preferimos, ele é.
Fantasiamos, mas as coisas nunca são como planejamos. Nem as boas coisas!
Diante das adversidades sempre caímos e nos deixamos abater. Colocamos a culpa no mundo e somos as vítimas porque nada veio com queríamos. O mundo não foi feito mesmo pra acontecer como queremos, porque nada nem ninguém irá mudar para ser como queremos. Nada gira em torno de nós. As pessoas são como são e nós é que não temos habilidade em saber lidar com a realidade.
O mundo continua girando sob leis que o regem. Não queremos ver nossos pontos fracos e nos assumirmos. Não nos conhecemos o suficiente, não sabemos aceitar nossa realidade e nossos dramas se repetem. Vemo-nos com os olhos que aprendemos, então, sempre achamos que somos desajustados, incapazes, errados, desde aí, na fantasia do que nem somos. Iludimos e nos desiludimos constantemente até a exaustão.
Não conseguimos acertar o passo; ainda acreditamos, como na antiguidade, que nossos males vêm dos deuses, do alto, do outro, de fora. Não aceitamos que atraímos o que temos. Mais fácil ficar sofrendo de vitimismo. Precisamos aceitar que somos o que somos e atraímos tudo certo para nós, inclusive família, filhos, pais, amores...
Tudo o que temos são conquistas, o bem e o mal. Nossas metas e planos devem ser bem aproveitados para serem motivos de crescimento e aperfeiçoamento pessoal. Precisamos ficar de bem com a vida, nos dar apoio, nos dar paz e parar de fantasiar que o mundo é como queremos. Precisamos fazer uma parada pra nós, uma sabatina! Precisamos nos redescobrir.
Temos que apreciar nossa própria natureza, nossa verdade, nossa intenção. Tudo seguirá do jeito certo, não do nosso jeito. Precisamos começar a confiar na verdade de nossa natureza.
Enquanto não entrarmos no real da vida, não conquistaremos nossas realizações. Ao atrairmos as realizações precisamos estar prontos para assumirmos a nova vida. Temos que nos aceitar por inteiro ou sempre teremos meios-presentes do Universo.
A partir da nossa capacidade de lidar com nosso mundo interno é que podemos nos relacionar com o que vem para nós, e entender, e observar o espetáculo da vida. Estando auto-apoiados não precisamos ouvir o mundo lá fora, só ouvir nossa alma, nosso self, nosso orientador e guia. Dentro de nós temos tudo, somos certamente tudo de melhor que precisamos. Na vida nada é igual; a cada dia a realidade é uma e o próprio universo está em expansão, movimento para fora. Precisamos estar articulados, flexíveis, soltinhos, sermos mutáveis a cada situação e entrar em sintonia com nosso íntimo que está sempre diretamente conectado com o Cosmo.
Nossa alma tem bom senso, é o guia da razão e devemos dar as mãos a ela porque ela tem capacitação para nos levar às nossas vocações e realizações. E o mundo vai ser sentido como realmente é, uma entidade neutra, e daremos a ele novo sentido, transformando-o em uma convidativa janela de frente para o mar que é a vida e flui com ondas incessantes de acontecimentos.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=10296
Texto revisado por Cris DeLauro
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Sim, o mundo é neutro. Nós damos o sentido a tudo. Nós damos ao mundo o tom que queremos. Nós é que decidimos o que vai ser de nós, nele. Os acontecimentos não tomam partido nem a favor, nem contra, simplesmente se manifestam.
Queremos coisas, queremos tudo do nosso jeito, chegamos a ser perfeccionistas... quero tudo certo, como eu imagino que tem que ser, como fantasio, como o outro precisa ser e eu também, meu corpo, meus pertences, minha saúde... sempre julgando como seria...
Do outro lado, estamos sempre frustrados, sem gosto por nada, dá um vazio, as coisas passam a não ser como queremos. Começamos a brigar com a vida, ter raiva dela, porque fomos na fé com a vida e nada saiu como queríamos. Criamos as ilusões em máquinas maravilhosas que nunca funcionam. Juntamos raiva, acumulamos doenças. Podemos decidir não mais viver, nos maltratar, deixamos de fazer coisas, de nos amar, de amar o outro. Talvez nos maltratando a vida se dobre ao nosso desejo e vamos ao fundo do poço porque a vida não discute, o mundo nem quer saber o que preferimos, ele é.
Fantasiamos, mas as coisas nunca são como planejamos. Nem as boas coisas!
Diante das adversidades sempre caímos e nos deixamos abater. Colocamos a culpa no mundo e somos as vítimas porque nada veio com queríamos. O mundo não foi feito mesmo pra acontecer como queremos, porque nada nem ninguém irá mudar para ser como queremos. Nada gira em torno de nós. As pessoas são como são e nós é que não temos habilidade em saber lidar com a realidade.
O mundo continua girando sob leis que o regem. Não queremos ver nossos pontos fracos e nos assumirmos. Não nos conhecemos o suficiente, não sabemos aceitar nossa realidade e nossos dramas se repetem. Vemo-nos com os olhos que aprendemos, então, sempre achamos que somos desajustados, incapazes, errados, desde aí, na fantasia do que nem somos. Iludimos e nos desiludimos constantemente até a exaustão.
Não conseguimos acertar o passo; ainda acreditamos, como na antiguidade, que nossos males vêm dos deuses, do alto, do outro, de fora. Não aceitamos que atraímos o que temos. Mais fácil ficar sofrendo de vitimismo. Precisamos aceitar que somos o que somos e atraímos tudo certo para nós, inclusive família, filhos, pais, amores...
Tudo o que temos são conquistas, o bem e o mal. Nossas metas e planos devem ser bem aproveitados para serem motivos de crescimento e aperfeiçoamento pessoal. Precisamos ficar de bem com a vida, nos dar apoio, nos dar paz e parar de fantasiar que o mundo é como queremos. Precisamos fazer uma parada pra nós, uma sabatina! Precisamos nos redescobrir.
Temos que apreciar nossa própria natureza, nossa verdade, nossa intenção. Tudo seguirá do jeito certo, não do nosso jeito. Precisamos começar a confiar na verdade de nossa natureza.
Enquanto não entrarmos no real da vida, não conquistaremos nossas realizações. Ao atrairmos as realizações precisamos estar prontos para assumirmos a nova vida. Temos que nos aceitar por inteiro ou sempre teremos meios-presentes do Universo.
A partir da nossa capacidade de lidar com nosso mundo interno é que podemos nos relacionar com o que vem para nós, e entender, e observar o espetáculo da vida. Estando auto-apoiados não precisamos ouvir o mundo lá fora, só ouvir nossa alma, nosso self, nosso orientador e guia. Dentro de nós temos tudo, somos certamente tudo de melhor que precisamos. Na vida nada é igual; a cada dia a realidade é uma e o próprio universo está em expansão, movimento para fora. Precisamos estar articulados, flexíveis, soltinhos, sermos mutáveis a cada situação e entrar em sintonia com nosso íntimo que está sempre diretamente conectado com o Cosmo.
Nossa alma tem bom senso, é o guia da razão e devemos dar as mãos a ela porque ela tem capacitação para nos levar às nossas vocações e realizações. E o mundo vai ser sentido como realmente é, uma entidade neutra, e daremos a ele novo sentido, transformando-o em uma convidativa janela de frente para o mar que é a vida e flui com ondas incessantes de acontecimentos.
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Texto revisado por Cris DeLauro
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AS AMIGAS, IRMÃS DE ALMA
por Ines Bastos - inesb11@terra.com.br Tenho amigas muito antigas, recentes, surpreendentes, mágicas, superficiais, momentâneas, definitivas e conclusivas.
Comunico-me com a maioria via Internet porque elas são daqui e de lá, estão disponíveis, ou mais ou menos. Há fases e fases! Pelo tom de voz ou pelas letras digitadas já sinto algo e quase sempre sinto que acerto. Logo entro na vida delas sem cerimônia, fazendo perguntas, procurando motivos, traçando linhas para entender a figura inteira dos acontecimentos.
Procuro dividir emoções, somar sentimentos e compaixão, multiplicar conhecimentos sobre a vida prática e teórica e às vezes me pego subtraindo energias e tristezas. Resultado: nós somos uma só!
Procuro dividir emoções, somar sentimentos e compaixão, multiplicar conhecimentos sobre a vida prática e teórica e às vezes me pego subtraindo energias e tristezas. Resultado: nós somos uma só!
Quando desatinamos a rir é pura mágica! Como somos divertidas! Vemos como podemos ser descontroladas, patéticas, bobinhas, neuróticas, infantis e até barraqueiras... podemos nos soltar na maioria das desgraças que os dramas se minimizam, tudo fica passível de graça. E o que são problemas, medos e vergonhas se não a graça divina do aprimoramento?
Consigo alcançar as amigas especialmente quando estou bem - graças a Deus, elas devem dizer - mas já vi que quando estou menos bem a comunicação embaça, há desencontros e quando preciso mesmo e com urgência, incontáveis vezes já observei que não as encontro em parte alguma, somem prá lá da estratosfera. Todas! Toda modernidade dos equipamentos vão direto para a caverna. Tudo pifa! Aí me peguei perguntando por que isso. Fico num jogo interno de procuras.
Parece que minha alma é a relação direta com as amigas porque elas contêm o melhor de mim. Quando não as encontro em momentos críticos, estou certa de que é um exercício: só tenho a mim mesma prá contar. Digo: “Outra vez?” Respiro fundo e faço o que posso com minha amiga mais próxima do momento, ela, minha alma, com quem converso sem palavras, num dialeto que ainda tento assimilar. Parece uma Internet cósmica porque pulo entre dimensões, vou e volto!
E vejo como é preciso me apoiar, me dar a mão, me conduzir e acompanhar em todo processo até o momento de dizer: “Você é demais!” Conseguiu de novo ou será conseguimos? E reafirmar que tudo o que realmente quero e preciso acontece. Pode ser até que essas coisas não sejam as que idealizei mas o movimento natural da vida nos leva prá frente, onde há acontecimentos prá nós! Nosso lugar fica remarcado... mais na frente no tempo, mais perto da luz.
Talvez nesta era da informação, nesta maravilhosa evolução, estejamos com os amigos e ao mesmo tempo sem eles, ligados por uma luz qualquer entre fios que podem nos fazer sentir acompanhados, sem na verdade estar. Antes, estávamos lado a lado, sentados numa varanda fresca tomando lanchinhos ou num quarto de jovens ouvindo música e trocando figurinhas emocionais. Hoje, virtuais.org! Temos que ser essas companhias presentes prá nós mesmos. Esse tudo que entende, prá nós mesmos! E não pode doer, faz parte! É o amadurecer da vida, a inovação, o preço pela evolução de nós mesmos.
É o momento de começarmos a acordar também para as novidades internas que teimam em nos confrontar dia após dia. Somos, vivemos e morreremos sós. Sim, nós e nós mesmos fazemos nossa solitude florescer lindamente porque estamos todos sempre ligados ao todo maior, por isto, tanta alegria nas uniões entre amigos, estes irmãos de alma.
Novos ângulos de visão nos permitem ser nossos sempre amigos, acompanhados de nós mesmos. Continuaremos, todos os amigos, dividindo sentimentos e emoções, mas certamente sem a busca do ouro no outro. Vamos nos encontrar no transbordamento de todas as riquezas.
Amigas e eu, contem sempre comigo, com o maior dos amores!
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=9876
Texto revisado por Cris DeLauro
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Texto revisado por Cris DeLauro
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O SOM DO AMOR
por Inês Bastos - inesb11@terra.com.br No simples giro de uma chave pode acontecer uma transformação e nos tornarmos alguém de outra era, dentro do nosso veículo motorizado que instantaneamente pode passar a ser uma carruagem confortável, pomposa, colorida e até certo ponto segura. Leva-nos aonde desejamos, com alguns cavalos de força nos favorecendo, mas sob nosso comando, o que é importante!
Em outros momentos, podemos nos sentir cavalgantes dentro de uma armadura, seguindo um fluxo nervoso, quase competindo com os companheiros ao lado, indo aonde o curso nos levar, cegos pelo cansaço do momento, os excessos, as idéias meio truncadas pelo stress, mas prontos para a briga.
Acontece também, embora raramente, podermos ter alguns metros de pista livre e acelerarmos o veículo, empurrando o tempo. Sentimo-nos num disco voador, esta maravilha sempre moderna e inalcançável, que desliza suavemente com uma potência interessante, nos dando uma idéia de poder sobre o futuro. Vamos flutuando em direção ao desconhecido, impetuosos e ágeis.
Ah, como gosto de dirigir automóveis... especialmente os que tenham um bom equipamento de som! As luzes do rádio se misturam com as do painel e parece um holograma de acordo com a aventura! Mas, em geral, indo de carro a qualquer lugar estou na minha diligência - por vezes objeto voador não identificado, abóbora, biga ou minha ilha de som - sempre fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas representando um personagem por vez! Nada que uma imaginação fértil e livre não me remeta aos tempos de criança, onde tudo era possível e nada previsível! Como eu vivia bem assim!
Num dia que parecia outro qualquer, saí de casa para minhas atividades em meu querido carro, a quem sou muito grata por existir e me ser tão útil! Neste meu momento de solitude, escolho só ouvir minhas músicas preferidas porque elas falam à minha alma. Escolho pelas letras porque elas têm a habilidade de se casarem com as parceiras certas, enfim, escolho pela mágica que elas me ocasionam. As sirenes que me perdoem, mas se houver competição de barulho no meu mundo, vencerei sempre pela escolha do meu repertório!
Indo pela cidade neste dia, muito em paz e com o espírito aberto, já conseqüentemente preparada para insights, ouvi certa música como se fosse a primeira vez. Fui tocada profundamente, coisa que não havia acontecido em outros momentos. Um som lindo, melodioso e forte me transportou. Veio uma emoção, um abalo, uma procura seguida de uma alegria triste, uma dor gostosa, uma saudade, uma lembrança sem identidades. Não havia propósitos, desejos ou dores. Havia só o sentimento bom e generoso que me buscava interiormente em vez de buscar fora da minha pele. Tudo se transformou instantaneamente em completude e auto-amor.
O som sublime enchia minha camuflagem, dando novo contorno às cores e os cavalos estavam me levando às nuvens. Olhei em volta e estava mesmo só, mas inteira e recém-entrada - como num flash - na minha natureza plena de sentidos e senso. Chorei emocionadamente. As lágrimas foram bonitas, com um riso meio tímido. Senti que entrei no mundo do amor por um portal sonoro e com o coração quente e saltitante, entendi que era tudo sobre o amor, sobre cada um de nós, por nós e para nós.
O amor que sentimos, que cultivamos e retornamos. Estava, naquele momento, me juntando ao Todo, me reinterpretando de verdade como parte de um conjunto, uma nota num acorde musical, onde a afinação pode existir com nosso desejo de estarmos unos numa sinfonia sem fim.
O invisível me levou ao meu destino quando fiquei nas mãos dele. A partir daí, foi fácil fazer o link de que sempre que vivenciamos cenas e situações emocionantes, assistimos programas e filmes que nos tocam, vemos imagens, sentimos cheiros, sabores e texturas que nos levam ao mundo das sensações, estamos nos identificando com uma emoção primordial e buscando dentro de nós o amor e o acolhimento de nossa essência.
Com vários caminhos pela vida afora, interrompidos por desvios sem direção certa, saímos do fluxo várias vezes e nessas saídas o ritmo muda, o som desafina, a chuva nos pega, o sol forte turva a visão, o vento dificulta nosso caminhar... tudo para não nos deixar sentir que o amor está seguro, apesar de tudo.
O amor está dentro de nós; por isso nunca o perdemos: faz parte de nós desde o início e é nossa usina interna, aquela que acontece ao nascermos, numa explosão de luz. E que mantemos no peito como um candelabro autosustentável, sempre presente, vibrante e disponível, porque nossa natureza é divina, abundante e sutil.
Amar não é receber, não é esperar o amor do outro como uma música sem fim. Amar é ser o sentimento que transborda e cria uma melodia pacificadora.
Descobri que amo o amor! Eu me amo! Amor, eu te amo!
Agradeço com amor a todos os que já estiveram e aos que estão ao meu lado, por me permitirem viver minhas paixões, ouvir música, fazer arte, curtir leitura, dança, encontros, vivências e ausências.
Imagem criada por Inês Bastos
Texto revisado por Cris
Texto revisado por Cris
A Papisa
A INTUIÇÃOÉ uma mulher espiritualizada, que revela forças ocultas e segredos, dotando-nos com esse conhecimento, é a imagem do elo com o misterioso e insondável mundo interior que denominamos “inconsciente”. Esse universo contém nossos potenciais a serem desenvolvidos bem como as facetas sombrias e mais primitivas de nossa personalidade. A Sacerdotisa é a lei natural operando dentro das profundezas da alma, que governa o desenrolar do destino a partir de um ponto invisível e que é apenas revelado por meio do sentimento, da intuição e dos sonhos. Ela indica a força da intuição do indivíduo e sugere que haverá um encontro com o mundo interior. O indivíduo pode estar sendo conduzido para esse mundo sem qualquer explicação por intermédio de seu interesse pelas coisas ocultas, pelo esoterismo ou, talvez, pelos efeitos de algum sonho perturbador. Enfim, por algo que de alguma forma lhe diga que existem forças superiores que atuam na vida das pessoas.
Cada elemento do trabalho foi elaborado de forma livre, em diversos softwares, e ao definir a imagem inicial adequada, desenhei a mão - em mesa digital - fazendo toda a arte final.
Esta gatinha da imagem é de fato a minha gatinha Kitty.
NOSSA VIDA NO AMANHÃ
Muito ouvimos falar sobre o dia de amanhã e mais ainda sobre poluição e devastação!
Queremos absorver tudo de bom hoje, como direito conquistado e como recompensa, mas pouco fazemos de efetivo pelo que virá a seguir, sempre achamos que alguém lá fora vai dar um fim nos nossos problemas e no nosso lixo, assim como fazemos com nossa própria vida.
Temos a fantasia de que nossos restos são mágicos, nossos dramas são encantamentos sofridos e podem desaparecer como por encanto, sempre contando com a ajuda do outro, claro, sem falta! Nem dá para dizermos que é uma infantilidade porque as crianças são mais sábias em fantasias.
Anos atrás, com uma mudança física para uma estrutura social menos escravagista, bem diferente da que estamos habituados, fomos forçados à adaptação de novos costumes, onde cada um tem que cuidar mais e melhor de si mesmo. Era quase uma viagem ao futuro! Só que era real e nela sempre havia alguém pilotando a nave-mãe, recheada de passageiros tão despreparados quanto quem pilotava.
Um dos primeiros desafios, foi entender como fazer para gerenciar os restos, nossos lixos armazenados por um tempo dentro da nossa própria casa, até a chegada do serviço de coleta. Caso tivéssemos volumes demais, teríamos um alto preço extra a pagar pelo excesso. Dá prá imaginar ter lixeiros só uma vez por semana? Foi uma viagem lúdica! Várias caixas de diversas cores eram preenchidas com objetos de matéria-prima diferentes. Um processo antes irrelevante nos trouxe um mundo novo! Parecia proposital, como um aprendizado forçado, uma conscientização. Foram criados inúmeros novos caminhos mentais para gerenciar este fato, que expandido trouxe mais respeito e zelo para com a natureza.
Aproveitamos para examinar e entender melhor a criação dos objetos, as coisas belas que nos ajudam na alegria, a real necessidade que temos delas, a utilidade, as embalagens, as propagandas, enfim de todo o processo até a reutilização. Tudo que caía nas mãos era analisado, antes porque era uma criação que estava se materializando e um dia, e de alguma forma, perderia a função e seria preciso descartar esta parte da festa. Usávamos tudo até o limite possível, sorvíamos o prazer e a utilidade e depois fazíamos o processo inverso da aquisição, desejando fazer voltar ao tamanho de um átomo e juntávamos tudo a outros itens fora do interesse, mas com algum jeito e um certo carinho pela vida que o objeto poderá ter nas mãos de outros.
Hoje em dia, evitamos falar mal de qualquer objeto antes de adquirirmos um similar novo...ele estraga antes por puro ciúmes! E entendemos porque tantas vezes o relógio de parede exauriu a bateria e parou completamente de funcionar quando estávamos em viajem de férias!
Descobre-se que tudo está vivo porque é reciclável! Também num processo inverso, muitas vezes nos pegamos remexendo em coisas do passado... melhor deixar arquivado lá, boas ou ruins, se tornaram aprendizados, foram reciclados!
Anos depois, ainda separamos os descartes em diferentes embalagens, até os apenas aproveitáveis, para serem despachados quando possível. Não nos custa absolutamente nada lavar, restaurar e separar um objeto que ainda possa ser reaproveitado por outros. E instruir nossos filhos e funcionários a fazerem o mesmo. Ensiná-los a responsabilidade pelos eventos, escolhas e realizações, do princípio ao fim. Responsabilidade é a habilidade de criar respostas para os eventos que surgem e precisamos curar nossa vida hoje para termos um amanhã mais digno.
Mesmo nas cidades que não tem serviço de coleta seletiva, existem famílias inteiras nos lixões municipais, que sobrevivem do que descartamos, simples coisinhas, nossas sobras. Passam os dias sobre pilhas de lixo garimpando um objeto qualquer para melhorar a vida, conforme vimos recentemente em vários programas de televisão. Que mundo louco!
Com certeza não somos os donos do lugar em que vivemos, o planeta Terra, apenas o emprestamos de nossos netos! E o que vamos devolver a eles? Nos preocupamos tanto em deixar herança, educação, saúde, ética e moral! Só coisas transitórias, muitas vezes falsas ou que podem sofrer reinterpretações ao longo dos anos. Abandonar atitudes nada funcionais requer ensaios, mudar antigos paradigmas requer entendimento, adquirir novas filosofias requer busca e as mudanças prá valer requerem ação.
Devemos observar como é interessante o curso das coisas que aparecerem em nossas mãos. É necessário um compromisso com elas porque fazem parte de um universo, que pertence a todos e é parte do Todo.
Importante: Existem postos especiais de coleta de recicláveis pelas cidades e onde não houver vamos nos mobilizar para ter, vamos nos informar, vamos participar como pudermos! Pilhas velhas e inúteis devem ser coletadas muito especialmente e entregues nos postos. Óleo de cozinha deve ser despejado em garrafas descartáveis e podem ser colocadas no lixo doméstico, nunca jogados no ralo.
Nosso lixo pode levar até centenas de anos para se desintegrar, poluindo nosso próprio habitat por várias gerações, e de diversas maneiras.
Agradeço a ajuda da minha filha Helena, na época uma adolescente consumista, na aquisição do enorme volume de material para este aprendizado e agradeço também ao meu filho Henrique, na época um pré-adolescente estilo franciscano, na organização da reciclagem durante vários anos, e até hoje. Amo vocês! Viva nosso planeta um pouco mais azul com a ajuda de vocês, “crianças”!
Obrigada a todos meus Mestres!
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=5578
Texto revisado por Cris DeLauro
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O Início
O Mago somos nós, os iniciantes e alquimistas.
Trazemos em nós o conhecimento do que se quer e deve ser feito (cajado, vestimentas e visual que simbolizam isto) por isto, temos já nas mãos todas as ferramentas necessárias (sobre a mesa).
Basta-nos ter coragem para iniciar nossa jornada que será muito positiva, sem nossa visão que deturpa as realizações e atravessarmos o portal que faz a diferença na alma, no infinito (simbolo no chapéu, bem em cima na 3a visão) que é a própria vida.
VOCÊ É SUA ESTRELA

por Inês Bastos
Estou finalmente acordando, isto é, dando cor, passando do escuro para o claro, do costumeiro para o impensável, como os índios das Américas que ao passarem pela praia, de repente descobriram os navios estrangeiros aportando. Ou foi ao contrário? Vieram guiados pelas estrelas, ou vindos das estrelas! Temos então uma nova história, a dos índios! Diferentes versões podem vir de um único acontecimento.
Assim também tomamos como verdadeira a face que nossa cultura nos mostra: é inquestionável e definitiva. Indiferentes se estes ensinamentos são genuínos ou não, nos sentimos pertencendo a uma certa tribo e isso já pode ser suficientemente grandioso e bom. Não temos idéia dos nossos reais potenciais e colocamos todos nossos papéis importantes em uma única gaveta! O tesouro fica inteiro confinado.
Já ouvi dizer: “Não sei bem porque, mas ando melhor quando tudo está bem!” Somos assim, simples, somos quase primitivos! Até que este nosso lado começa a se fragmentar, não caber mais dentro das especificações indicadas, e dá aquela sensação de que o mapa do tesouro está errado, as boas promessas não estão sendo cumpridas. Alguém ou algo está faltando, tudo está falhando! Até que nos vemos sós, fora de curso e desesperançados.
Doentes do corpo e da psique, temos que digerir nossos remédios amargos, engolir promessas de cura, e apurar. Passada esta crise, voltamos a ouvir música e rodar melhor!
Até que, vislumbramos no nosso horizonte questionamentos chegando, como gigantescas caravelas, muitas vezes em frota. E assim vamos levando a vida, sendo invadidos sem requisição. E nos fragilizando mais a cada dia.
Costumamos ouvir que somente com as dificuldades e dores conseguimos virar páginas de nossa história. Mas só a exaustão, depois de muitas destas devastações nos fazem mudar, porque requer a decisão e a dedicação. Precisamos desenterrar nosso tesouro.
Se mesmo assim ainda estamos aqui, já podemos ver como somos fortes e auto-regeneradores. Já dá uma certa interrogação! Olhamos para nossos machucados e como super-heróis percebemos que apesar de ganharmos feridas, cicatrizamos como por milagre.
Fazendo conexões entre índios e caravelas, controlando as ondas da praia, as primeiras barreiras a serem vencidas antes das descobertas, aquelas que barram nossas intenções, que muitas vezes apenas acreditamos que estejam lá, ou na verdade são crenças limitantes, estamos todos querendo fazer as coisas de forma diferente prá atingir objetivos novos e produtivos, mas acima de tudo, nossa divindade. Queremos descobrir novos mundos, sermos mais felizes, ter mais lucidez, afinal, desde a antiguidade foi dito que a verdade nos libertará! O que será mesmo isto? Enquanto as brumas não se dissiparem, nem mesmo a mim verei, muito menos estas verdades!
Sabemos que surgimos no mundo físico de uma forma transcendental. E pulamos para uma outra realidade, esta não palpável. É como olhar para o céu e ver a Via Láctea lá em cima. Linda, parece uma caixinha de veludo azul profundo cheia de diamantes! Nós a vemos como uma galáxia, mas ao mesmo tempo em que a vemos ao longe, fazemos parte dela, posicionados estrategicamente para termos esta visão. É um espetáculo por si só.
E toda a verdade está contida nesta visão. Insistentemente, toda noite no céu, lá está nosso presente, tentando nos fazer entender que somos UM e fazemos parte do TODO. Que nos mostra a lua brilhante e mutante, muitas luzes que riscam como fogos de artifícios, de novo tenta nos chamar atenção para o óbvio, para o milagre de que tudo que está em cima está embaixo, somos parte da mesma célula, somos todos um.
Fazemos parte de uma perfeição em andamento, e só mudando nosso foco a Unidade realça e se destaca. Nunca estivemos separados por nenhum mar de desconhecimento. Nossas estrelas sempre nos guiaram. Tomemos posse, afinal somos a Totalidade.
Você É sua estrela!
Agradeço imensamente a colaboração do Prof. Roque Perrone, de Ricardo Ruas Teixeira, Cida Oliveira e Luiz Antonio e o precioso incentivo de Meg Campos, Rô Paola, Rosana Freire, Cris Ragazzi e minha família.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=5305
Texto revisado por Cris DeLauro
Imagem Inês Bastos
Assim também tomamos como verdadeira a face que nossa cultura nos mostra: é inquestionável e definitiva. Indiferentes se estes ensinamentos são genuínos ou não, nos sentimos pertencendo a uma certa tribo e isso já pode ser suficientemente grandioso e bom. Não temos idéia dos nossos reais potenciais e colocamos todos nossos papéis importantes em uma única gaveta! O tesouro fica inteiro confinado.
Já ouvi dizer: “Não sei bem porque, mas ando melhor quando tudo está bem!” Somos assim, simples, somos quase primitivos! Até que este nosso lado começa a se fragmentar, não caber mais dentro das especificações indicadas, e dá aquela sensação de que o mapa do tesouro está errado, as boas promessas não estão sendo cumpridas. Alguém ou algo está faltando, tudo está falhando! Até que nos vemos sós, fora de curso e desesperançados.
Doentes do corpo e da psique, temos que digerir nossos remédios amargos, engolir promessas de cura, e apurar. Passada esta crise, voltamos a ouvir música e rodar melhor!
Até que, vislumbramos no nosso horizonte questionamentos chegando, como gigantescas caravelas, muitas vezes em frota. E assim vamos levando a vida, sendo invadidos sem requisição. E nos fragilizando mais a cada dia.
Costumamos ouvir que somente com as dificuldades e dores conseguimos virar páginas de nossa história. Mas só a exaustão, depois de muitas destas devastações nos fazem mudar, porque requer a decisão e a dedicação. Precisamos desenterrar nosso tesouro.
Se mesmo assim ainda estamos aqui, já podemos ver como somos fortes e auto-regeneradores. Já dá uma certa interrogação! Olhamos para nossos machucados e como super-heróis percebemos que apesar de ganharmos feridas, cicatrizamos como por milagre.
Fazendo conexões entre índios e caravelas, controlando as ondas da praia, as primeiras barreiras a serem vencidas antes das descobertas, aquelas que barram nossas intenções, que muitas vezes apenas acreditamos que estejam lá, ou na verdade são crenças limitantes, estamos todos querendo fazer as coisas de forma diferente prá atingir objetivos novos e produtivos, mas acima de tudo, nossa divindade. Queremos descobrir novos mundos, sermos mais felizes, ter mais lucidez, afinal, desde a antiguidade foi dito que a verdade nos libertará! O que será mesmo isto? Enquanto as brumas não se dissiparem, nem mesmo a mim verei, muito menos estas verdades!
Sabemos que surgimos no mundo físico de uma forma transcendental. E pulamos para uma outra realidade, esta não palpável. É como olhar para o céu e ver a Via Láctea lá em cima. Linda, parece uma caixinha de veludo azul profundo cheia de diamantes! Nós a vemos como uma galáxia, mas ao mesmo tempo em que a vemos ao longe, fazemos parte dela, posicionados estrategicamente para termos esta visão. É um espetáculo por si só.
E toda a verdade está contida nesta visão. Insistentemente, toda noite no céu, lá está nosso presente, tentando nos fazer entender que somos UM e fazemos parte do TODO. Que nos mostra a lua brilhante e mutante, muitas luzes que riscam como fogos de artifícios, de novo tenta nos chamar atenção para o óbvio, para o milagre de que tudo que está em cima está embaixo, somos parte da mesma célula, somos todos um.
Fazemos parte de uma perfeição em andamento, e só mudando nosso foco a Unidade realça e se destaca. Nunca estivemos separados por nenhum mar de desconhecimento. Nossas estrelas sempre nos guiaram. Tomemos posse, afinal somos a Totalidade.
Você É sua estrela!
Agradeço imensamente a colaboração do Prof. Roque Perrone, de Ricardo Ruas Teixeira, Cida Oliveira e Luiz Antonio e o precioso incentivo de Meg Campos, Rô Paola, Rosana Freire, Cris Ragazzi e minha família.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=5305
Texto revisado por Cris DeLauro
Imagem Inês Bastos
Design
Como tudo começou?
Quando duas pessoas se buscam, o Universo trama para uni-los.
E foi assim, repentinamente que me vi fazendo a primeira imagem, que mais tarde seria a primeira lâmina (carta) de uma série de 80 necessárias ao livro didático Tarot Atalla ®.
Trabalho de mais de um ano, baseado em curso de Tarot, muita pesquisa, incontáveis horas no computador e insights, muitos insights.
Criei mais que imagens, abri um portal na minha vida, no qual atravessei. E fui!
Este trabalho foi feito com dedicação total e exclusiva da minha alma e na melhor das intenções para trazer lucidez e autocohecimento.
Nada modestamente falando, as imagens originais são muito mais coloridas e cheias de simbologia que a edição de papel, infelizmente. Mas trouxe aqui, a versão original. Todas imagens são registrada e seu uso publico é proibido, exceto com autorização de Daniel Atalla, a quem vendi todas as imagens.

Em Design, criei, dentre outros trabalhos interessantes, as 78 lâminas do Tarot Atalla ®, lançadas na Bienal Internacional do Livro em 2004 em São Paulo.
Quando duas pessoas se buscam, o Universo trama para uni-los.
E foi assim, repentinamente que me vi fazendo a primeira imagem, que mais tarde seria a primeira lâmina (carta) de uma série de 80 necessárias ao livro didático Tarot Atalla ®.
Trabalho de mais de um ano, baseado em curso de Tarot, muita pesquisa, incontáveis horas no computador e insights, muitos insights.
Criei mais que imagens, abri um portal na minha vida, no qual atravessei. E fui!
Este trabalho foi feito com dedicação total e exclusiva da minha alma e na melhor das intenções para trazer lucidez e autocohecimento.
Nada modestamente falando, as imagens originais são muito mais coloridas e cheias de simbologia que a edição de papel, infelizmente. Mas trouxe aqui, a versão original. Todas imagens são registrada e seu uso publico é proibido, exceto com autorização de Daniel Atalla, a quem vendi todas as imagens.
Em Design, criei, dentre outros trabalhos interessantes, as 78 lâminas do Tarot Atalla ®, lançadas na Bienal Internacional do Livro em 2004 em São Paulo.
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